O Comportamento Humano nas Organizações

 


Essa é uma das questões que precisamos lembrar quando falamos em recrutamento, talentos humanos e administração de possíveis conflitos, pois o comportamento das pessoas inseridas já na organização serve de pauta para uma analise dos resultados, nesse episódio do pós-contratação.

Necessitamos identificar possíveis pontos de melhoria ou pontos já desenvolvidos, pois tanto um como outro, serve de um embasamento para os profissionais de Gestão de Pessoas.

Com esses dados, podemos traçar uma meta como objetivo em capacitações sejam elas, para trabalhar pontos a serem desenvolvidos, ou para agregar valor e incentivar os novos desafios, pois entendemos que para podermos recrutar, necessitamos de vacâncias, e sem o desenvolvimento das pessoas já inseridas na organização, não obteremos tal feito, e a acomodação das pessoas em seus cargos, não promovem desenvolvimento da organização, por isso necessitamos dessa fiscalização e promover esse incentivo, pois visamos o crescimento da empresa em si.

Observar e atuar moldando o comportamento humano dentro das organizações é a forma de desenvolver e aumentar as chances de sucesso de uma empresa, pois o capital humano está envolvido diretamente na busca de resultados. As atividades por eles desenvolvidas trazem retornos positivos e significativos para a organização, mas para que essa importante engrenagem funcione de forma coesa e responsável, é necessário se envolver em etapas que busquem moldar profissionais eficientes, proativos e eficazes, tudo isso aliados a forma de como a empresa escolheu trabalhar, através de sua missão e modelo de trabalho.

Deve se atentar principalmente que o comportamento humano é dinâmico e muito variado, envolvendo personalidades e sentimentos que podem impactar diretamente em seu resultado. Dessa forma buscamos nesse importante estudo, evidenciar de forma bastante didática, em como o comportamento humano deve ser tratado para que as organizações consigam fazer o fator humano e organizacional, trabalhar de forma coesa, trazendo os resultados esperados e fazendo com o fator humano satisfaça suas necessidades como um todo.

Esse é o momento em que vivemos na era do desenvolvimento humano, a meta das empresas então, é a condução e valorização de seus colaboradores. O capital humano nas organizações tem se mostrado mais presente no planejamento estratégico dentro das organizações, pois é através dele que as empresas sustentam suas estruturas, é através dele que é gerado e realizado todo o trabalho, desse modo, esse assunto se apresenta de muita importância, pois cada colaborador tem a sua maneira de influenciar o ambiente organizacional.

O comportamento humano no interior das organizações é um assunto de extrema complexidade e depende de diversos fatores, dependente da personalidade e do ambiente organizacional em si, sendo necessário se atentar as variáveis que pode influenciar o comportamento humano.

Com base nisso, as organizações tem se preocupado mais com a valorização do capital humano, pois se constata através disso que, o sucesso do negócio depende principalmente da atuação das pessoas. Não é possível falar de comportamento organizacional sem envolver o comportamento humano, tanto individual como em grupo.

A relação do comportamento organizacional com o comportamento do individuo mostra a necessidade de um tratamento exclusivo para com os colaboradores, respeitando sua individualidade, para que haja uma melhor constituição em fazer parte de grupos eficazes e proativos, isso estimula um clima mais agradável.

A existência de variados tipos de comportamentos e personalidade pode atrapalhar todo um processo de integração. Dessa maneira, é de essencial importância que as organizações se atentem para os conflitos e diferenças, não se esquecendo de tratar das fragilidades e potencialidades de cada um.

É de uma grande obviedade que, se o relacionamento entre os colaboradores e o equilíbrio emocional dos mesmos for tratado de uma forma muito rasa dentro das organizações, poderá isso, influenciar de uma forma muito negativa, impactando os resultados e interferindo na produtividade, pois com o fator humano em voga, nem todos conseguirão separar o lado emocional do profissional, muito menos se relacionar de forma complacente com o grupo, dessa forma, é de responsabilidade da organização em gerenciar esses conflitos, assegurando assim, uma produtividade com qualidade.

Podemos certificar que, o comportamento individual influencia o comportamento organizacional. Para Robbins (2002, p. 23), “o comportamento organizacional é um campo que investiga os impactos que indivíduos, grupos e estrutura organizacional têm sobre o comportamento das pessoas dentro das organizações”.

Segundo Robbins (2002, p. 6-7), o comportamento organizacional se importa com o estudo do que as pessoas fazem nas organizações e se esse comportamento causará danos ao desempenho das empresas. Devido a este estudo está voltado especificamente para situações relacionadas ao emprego, ressalta o comportamento relativo a funções, trabalho, absenteísmo, rotatividade, produtividade, desempenho humano e administração. Na visão da psicologia, o comportamento é tudo aquilo que faz um ser humano diante de seu meio envolvente. Cada relação de uma pessoa com o seu ambiente causa um comportamento. Preparar as pessoas e as organizações para os desafios do futuro requer um contínuo repensar e aprender de novas formas de relacionamentos entre todos os participantes da organização. Conhecer pessoas, processos de grupos, cultura organizacional e a forma como esses processos relacionam entre si passou a ser uma exigência fundamental de qualquer gestor que esteja em busca do sucesso no mundo dos negócios e das organizações.

Bergamini (1982, p.127) defende a importância de considerar a pessoa em sua totalidade quando diz que os colaboradores possuem características próprias e estas devem ser respeitadas, senão elas podem interferir na produtividade e a melhor maneira para se obter bons resultados é manter o colaborador motivado, tendo assim uma estratégia de reconhecimento e desenvolvimento, a fim de incentivá-lo a buscar resultados positivos para organização e ao mesmo tempo recompensá-lo por seu desempenho. Assim, a organização estará preparada para manter seus colaboradores comprometidos, sem perdê-los para as empresas concorrentes, atentando-se para os conflitos e diferenças a fim de conquistar um ambiente organizacional favorável, com um bom relacionamento entre as pessoas que a compõem.

Robbins (2002, p. 373-374) define conflito como: “Um processo que tem início quando uma das partes percebe que a outra parte afeta, ou pode afetar, negativamente, alguma coisa que a primeira considera importante”.

Para Hanneck e Santos (2018, p. 2) “O Comportamento Organizacional influencia todo o clima da corporação e correlatam quais são as visões e impactos que o indivíduo a ela ligado possui desse local de trabalho em questão”.

Verificar que o comportamento humano inserido nas organizações depende de fatores variados seja, eles: personalidade, compondo a capacidade de aprendizagem, a motivação, as atitudes, valores e emoções e diversos outros ligados a esse fator ou do ambiente organizacionais sendo os sistemas, recompensas, as políticas de que forma é realizado o trabalho e a gestão. São diversas as variáveis que influenciam o comportamento humano.

O ideal é que as organizações se atentem a esses comportamentos humanos, a fim de solucionar problemas, administrar conflitos comportamentais ou incentivar ações que aperfeiçoem um comportamento mais assertivo, buscando melhorar o desempenho de relacionamento com o grupo, assim ligando o ponto de desenvolvimento de resultados com o ponto de trabalho em grupo eficiente, pois só assim, se conseguirão resultados satisfatórios que visam à positividade dos resultados buscados pela organização.

O papel da gestão de pessoas é exatamente capacitar e dar suporte ao indivíduo que, inserido na organização, necessita atualizar-se perante aos avanços que a empresa esta sofrendo em consequência do desenvolvimento, e quando através de dificuldades também é de responsabilidade dos recrutadores no momento de adaptação dos novos funcionários, para que assim os mesmos consigam se desenvolver dentro do ambiente e executando com confiança as atribuições para qual foi selecionado.

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