O Recrutamento Humanizado

 


       Quando lemos o titulo acima parece até que não sabemos recrutar com efetividade, mas, será mesmo que estamos sendo justos em uma contratação? O que mais percebi ao longo de minha vida como candidato, foram recrutadores que em sua maioria estavam preocupados com informações objetivas e técnicas para angariar novos funcionários. 
        Claro que isso é de extrema importância, mas, não é somente isso que devemos avaliar em um candidato. Precisamos ponderar vários parâmetros para obtermos uma contratação sólida e efetiva para a organização.

       Uma das principais preocupações dos candidatos no momento de uma entrevista de emprego é a preparação de um bom currículo. No entanto enquanto o candidato se prepara para uma entrevista dedicando tempo para estar visualmente apresentável, desloca-se até o ponto de encontro com o recrutador e enfim começa o momento de sabatina com o profissional de recrutamento, este realiza perguntas obvias e massivas como de praxe e avaliar o currículo do então candidato e dependendo do cargo almejado sempre existem aquelas famosas provas de português, matemática e a redação.

        Reparou como é maçante essa forma de recrutamento onde o candidato é vilipendiado intelectualmente e simplesmente tratado com a fórmula do tanto faz?

Isso demonstra que a empresa quer uma mão de obra adestrada, que tenha um cotidiano depressivo trazendo aquela vontade do funcionário querer que chegue logo a sexta-feira. O que os recrutadores ainda não aprenderam é que tanto as suas carreiras como a de seus candidatos estão em jogo, pois essa prática de recrutamento precisa envolver uma forma mais dinâmica e precisa na busca do desenvolvimento da organização.

        Ele, o recrutador, deve traçar em sua mente o efeito de crescimento vertical, pois quanto mais efetivo e assertivo for seu recrutamento, mais a organização vai agregar talentos humanos que cresçam com suas idéias e como consequência a carreira de ambos irá decolar.

        Por isso precisa-se tirar da mente essa velha forma de recrutamento, olhar o candidato como um bem precioso e como uma oportunidade de alavancar a carreira de ambos dentro da organização, pois uma escolha bem feita, dentro do que se procura para determinado cargo, traz mais efetividade na execução das atividades, facilitando o desenvolvimento do funcionário contratado e reduz recursos para organização dando a ela oportunidade de investir em novos desafios, trazendo para os profissionais de Gestão de Pessoas, inseridos na empresa, uma oportunidade de crescimento também.

        Mas para que isso aconteça, precisamos enxergar com outros olhos o candidato no momento de conhecê-lo, julgar o mesmo pelos seus feitos curriculares muitas vezes é contratar pessoas no escuro. Acredito que, se dermos a oportunidade para a pessoa que esteja engajada em novos desafios, que tenha uma vontade incomensurável de abraçar as idéias de desenvolvimento da empresa, faremos uma ótima contratação.

        Mas sabemos que esse é o mundo ideal, que uma contratação para ser efetivamente bem proveitosa para ambos os lados, o candidato deve estar além de preparado, engajado nas oportunidades e desafios que virão pela frente, isso deve ficar muito claro no recrutamento, por isso um acompanhamento do desempenho de suas funções no tempo que a empresa fornece para sua experiência também é muito valioso, fazer essa fiscalização, identificando possíveis gaps e realizando feedbacks semanais com esses recém-contratados fará toda a diferença, pois somente realizar a contratação e simplesmente o joga-lo em suas funções, fará o sentir como em uma arena romana e esse é um dos motivos da desmotivação do funcionário, pois dá uma impressão bem negativa da empresa onde está recém-inserido.

        Acompanhar o desenvolvimento de um funcionário com orientações, um treinamento bem embasado e preciso, envolvendo o mesmo na preparação de enfrentamento de desafios que ocorram futuramente na empresa são formas de demonstrar a preocupação com o encarreiramento desse funcionário. Mas para realizarmos isso com efetividade, vamos relembrar algumas informações um tanto óbvias, comparando com a realidade do mercado atual.

        O método de Recrutar é costumeiro e bastante conhecido, utilizado pelas empresas na divulgação e captação de candidatos, buscando nesses interessados a qualificação através de um processo de seleção, no qual visa filtrar ao máximo a pessoa mais apta para o cargo disponível, trazendo possibilidades de crescimento dentro da equipe ao qual possivelmente irá se inserir. Essa é a forma padrão seguida pelas organizações que buscam sempre aprimorar alguns desses métodos tornando-os únicos por aquela empresa. 

        No entanto percebemos até aqui que as empresas não têm seguido religiosamente esse método, pois não é possível conhecermos um bom possível funcionário apenas com a famosa entrevista e análise curricular, pois avaliar a experiência de um candidato apenas com algumas horas de sabatina e testes não torna efetivo esse recrutamento. 
        E preciso investir mais tempo em métodos que demonstrem que o candidato esteja preparado para a realização de suas atividades dentro da organização, não ficando restritos só ao tempo de suas experiências, pois sabemos que quanto mais assertivo a escolha, resulta em menos rotatividade de pessoal, diminuindo os custos dentro da organização. 

        Hoje possuímos uma grande aliada para as contratações, à tecnologia, ela forma um elo entre as organizações e o candidato, facilitando muito a ambos, pois adota praticas preventivas, refinando as buscas pelo candidato ideal, assim o indivíduo que busca a oportunidade mais adequada a sua competência.
Mas precisamos diferenciar duas modalidades envolvidas nesse assunto, o Recrutamento e a Seleção, pois uma complementa a outra e elas são bem diferentes entre si.


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